Pintura de Ana Luisa Kaminski

"Nascimento da Ninfa Azul"
Pintura de Ana Luisa Kaminski

"Ninfa Sonhando Azul"
Pintura de Ana Luisa Kaminski

Alguma coisa azul
e o sul do Sol a mergulhar vagaroso ao Poente.
Alguma coisa tenra, crua e branda,
lasciva ebúrnea d’epiderme ardente.
Algum poema assim,
esculpido em nós de carnalidade perpetuamente terna.
E nós.
[Além, um corpo estirado esguio, vitelino,
deposto no leito preguiçoso d’ incerteza.
E outro
ausente!]
Tombo agora calmamente por dentro dum tempo
que se esmola livre à vereda reprimida p’lo próprio tempo e sou,
e somos,
vertente abrupta, lírica líquida de sopro,
fuligem láctea inopinada p’lo vento.
Alguma coisa azul,
uma pintura pastel, uma escultura d’(en)talhes,
pérolas pálidas,
(e mágoas)
retidas em planos decepados ao sentimento.
(Mel de Carvalho)








